Delcy Rodríguez: De 'tigre chavista' a ponte para negociações com os EUA
Delcy Rodríguez, conhecida como "tigre" por sua defesa ferrenha do regime bolivariano, emerge como figura central na Venezuela pós-captura de Maduro.
Filha de um guerrilheiro, Rodríguez ocupou ministérios desde a era Hugo Chávez e gerencia a crucial indústria de óleo venezuelana. Juramentada sábado pelo Supremo Tribunal devido à "ausência forçada" de Maduro (artigo 234 da Constituição), ela tem 90 dias para estabilizar o país, prorrogáveis por mais 90. Seu irmão, Jorge Rodríguez, preside a Assembleia Nacional, fortalecendo a linha sucessória chavista.
Inicialmente desafiadora – chamando Maduro de "único presidente" em discurso com o Conselho de Defesa Nacional –, ela suavizou o tom na carta, propondo "cooperação sem ingerência". Fontes em Caracas a veem como "a chave" para preservar a integridade territorial e recursos naturais.
Contexto da transição forçada
A captura de Maduro expõe fissuras: chavistas obcecados pelo destino do casal exigem transparência, enquanto um Estado de Distúrbio Interno militariza o país. Trump, que a escolheu como "aceitável" por sua expertise em óleo, vê nela uma aliada para "tornar a Venezuela grande de novo". No entanto, Rodríguez rejeita intervenção, contradizendo alegações americanas de submissão.
Desafios à frente
Com bloqueio petrolífero iminente, Rodríguez negocia sob pressão: cooperar arrisca alienar bases chavistas; resistir, atrai mais sanções. Oposição exilada, como Edmundo González, celebra, mas Trump prioriza estabilidade sobre democracia plena. Analistas comparam a Noriega: uma vitória tática para EUA, mas risco de vácuo de poder.
