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Publicado: 16 de janeiro de 2026 às 10:44

Irmã do prefeito de São Paulo é presa após ser identificada pelo Smart Sampa

Janaina Reis Miron foi detida em São Paulo por mandados de prisão em aberto após reconhecimento por câmeras do sistema de monitoramento

A advogada Janaina Reis Miron, de 49 anos, irmã do prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB), foi presa na tarde desta quinta-feira após ser identificada por câmeras do sistema municipal de monitoramento conhecido como Smart Sampa, que utiliza tecnologia de reconhecimento facial para localizar pessoas com pendências judiciais.

De acordo com informações da Polícia Militar, o alerta foi emitido quando o sistema reconheceu o rosto de Janaina nas imediações de uma Unidade Básica de Saúde, no bairro do Socorro, na zona sul da capital. Policiais foram acionados e realizaram a abordagem, confirmando a existência de mandados de prisão em aberto contra ela.

Após a detenção, Janaina foi encaminhada ao 11º Distrito Policial, na região de Santo Amaro, onde permaneceu à disposição da Justiça para os procedimentos legais e posterior audiência de custódia.

Segundo registros judiciais, os mandados estão relacionados a condenações anteriores por embriaguez ao volante, desacato a agentes públicos e lesão corporal. As decisões já haviam transitado em julgado, o que permitiu o cumprimento imediato da prisão.

O Smart Sampa, implantado pela Prefeitura de São Paulo, integra milhares de câmeras espalhadas pela cidade a bancos de dados oficiais, permitindo a identificação automática de foragidos da Justiça. O sistema tem sido apontado pela gestão municipal como uma ferramenta de reforço à segurança pública, embora também seja alvo de debates sobre privacidade e uso de tecnologias de vigilância.

Em nota, a administração municipal informou que a prisão ocorreu em estrito cumprimento de ordem judicial, ressaltando que o sistema atua de forma técnica e impessoal, sem qualquer interferência política. O prefeito Ricardo Nunes não comentou publicamente o caso até o momento.

O episódio gerou repercussão política e reacendeu discussões sobre o alcance das tecnologias de reconhecimento facial, especialmente quando envolvem familiares de autoridades públicas. Enquanto isso, Janaina segue sob custódia, aguardando definição da Justiça sobre os próximos desdobramentos do caso.