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Publicado: 22 de janeiro de 2026 às 09:18

Especialistas explicam seguro do Maracanã e como funciona a proteção de grandes estádios

Coberturas incluem riscos estruturais, eventos climáticos e responsabilidades civis; mecanismos variam conforme contrato e tipo de evento

O Estádio Jornalista Mário Filho, mais conhecido como Maracanã, conta com estruturas de seguro específicas para proteger o patrimônio diante dos variados riscos a que está exposto. Em meio a debates sobre a preservação de grandes arenas esportivas e eventos de grande público, especialistas do setor de seguros explicam como funcionam as apólices voltadas para estádios e quais coberturas costumam ser incluídas nesses contratos.

De acordo com profissionais consultados, o seguro de um estádio como o Maracanã é complexo e envolve múltiplas camadas de proteção, já que a estrutura abriga não apenas jogos de futebol, mas também shows, eventos culturais e atividades que atraem grandes públicos. Entre os principais riscos cobertos estão danos à estrutura física por eventos climáticos extremos, incêndios, quedas de sistemas elétricos, entre outras ocorrências que podem comprometer a integridade do espaço.

Uma das coberturas fundamentais em apólices desse tipo refere-se à proteção contra danos materiais à edificação e equipamentos. No caso de estádios, isso costuma abranger cobertura para arquibancadas, sistemas de som e iluminação, placares eletrônicos e outras instalações críticas. A extensão da cobertura e os limites de indenização variam conforme o contrato firmado entre o proprietário do estádio e a seguradora.

Além disso, seguros voltados a grandes arenas esportivas costumam incluir cláusulas de responsabilidade civil. Essa proteção visa cobrir custos decorrentes de danos a terceiros que possam ocorrer durante eventos, incluindo lesões de espectadores ou danos a propriedades de terceiros dentro ou nas imediações do estádio. Esse tipo de cobertura é considerado essencial em locais que recebem grande fluxo de público.

Especialistas também destacam que, em muitos casos, clubes, promotores de eventos ou entidades que administram os estádios podem contratar coberturas adicionais no momento da programação de grandes eventos. Isso porque, em dias de jogos decisivos ou shows com grande público, os riscos associados a mobilização de pessoas e operações temporárias podem exigir proteção extra.

O custo dessas apólices costuma ser elevado, refletindo o porte e a complexidade das estruturas asseguradas, bem como a magnitude dos riscos envolvidos. Fatores como histórico de sinistros, localização geográfica, condições climáticas da região e o tipo de evento mais frequente influenciam diretamente no valor do seguro contratado.

Segundo especialistas em gestão de riscos, a indústria de seguros no Brasil tem se adaptado às necessidades de mercados como o de estádios, com produtos cada vez mais customizados para cobrir exposições específicas. A adoção de tecnologias, como sensores e monitoramento em tempo real, também tem sido mencionada como uma ferramenta para mitigar riscos e reduzir a frequência de sinistros.

Para administradores de estádios, a contratação de seguros adequados é vista como parte essencial da estratégia de gestão de riscos, protegendo não apenas os ativos físicos, mas também garantindo continuidade nas operações e maior segurança jurídica em caso de incidentes.