Bitcoin inicia 2026 sob pressão e acumula queda de 9% em janeiro
Após renovar máxima histórica no fim do ano passado, criptomoeda perde patamar psicológico dos US$ 80 mil; analistas veem tendência de baixa no médio prazo.
O Bitcoin iniciou o ano de 2026 enfrentando um cenário de forte correção. Após atingir o topo histórico de US$ 126.199 em outubro de 2025, o ativo não conseguiu sustentar o patamar e entrou em uma trajetória descendente que se intensificou nas últimas semanas. Em janeiro, a criptomoeda já acumula uma desvalorização superior a 9%, operando abaixo da marca psicológica de US$ 80.000, refletindo um ambiente de maior aversão ao risco no mercado global.
Do ponto de vista da análise técnica, o viés para o ativo permanece negativo tanto no curto quanto no médio prazo. O preço do Bitcoin vem trabalhando abaixo das principais médias móveis, estruturando uma sequência de topos e fundos descendentes. Especialistas indicam que, embora o afastamento dos preços em relação às médias possa sugerir a possibilidade de um repique técnico pontual devido ao "esticamento" da queda, tais movimentos seriam apenas corretivos dentro da tendência maior de baixa.
Para que ocorra uma reversão de tendência ou ao menos uma estabilização, o mercado aponta que o Bitcoin precisaria recuperar e sustentar níveis acima de US$ 80.734 e, posteriormente, superar a resistência de US$ 86.420. Caso a pressão vendedora continue dominante e o ativo perca a região de suporte entre US$ 74.500 e US$ 68.700, analistas alertam para o risco de uma nova aceleração de queda, com alvos técnicos que podem chegar aos US$ 58.900 ou até níveis mais profundos.
O movimento do Bitcoin ocorre em um momento de cautela geral nos mercados financeiros, com investidores monitorando de perto dados econômicos e tensões geopolíticas. A perda de força do ciclo anterior de alta levanta debates entre entusiastas e investidores institucionais sobre se o patamar atual representa um ponto de entrada estratégico ou se o mercado de criptoativos passará por um período mais prolongado de "inverno" antes de uma nova tentativa de recuperação.
