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Publicado: 03 de fevereiro de 2026 às 08:57

EUA vão equipar agentes de imigração com câmeras corporais após mortes em Minnesota

Medida anunciada pela Casa Branca busca aumentar a transparência em operações federais e responder à pressão pública após incidentes fatais com manifestantes.

O governo dos Estados Unidos anunciou que passará a equipar agentes do Departamento de Segurança Interna (DHS) com câmeras corporais durante operações de campo. A decisão ocorre como uma resposta direta às mortes de dois manifestantes em Minnesota, baleados durante uma ação de combate à imigração ilegal. O episódio gerou uma onda de críticas contra a administração federal e tornou-se o ponto central do impasse orçamentário que levou ao recente "shutdown" parcial do governo.

A nova diretriz estabelece que o uso dos equipamentos será obrigatório em todas as interações com o público durante patrulhas e execuções de mandados. O objetivo central é criar um registro visual e auditivo das abordagens, garantindo maior segurança jurídica tanto para os agentes quanto para os civis. De acordo com o comunicado oficial, a implementação começará de forma imediata em áreas de fronteira e em regiões que registraram os maiores índices de conflitos em operações recentes.

A medida foi recebida com cautela por diferentes setores. De um lado, grupos de direitos civis afirmam que o uso de câmeras é um passo necessário para a prestação de contas, mas ressaltam que a eficácia da política dependerá da transparência no acesso às imagens. De outro, sindicatos de agentes federais expressaram preocupação com os custos operacionais e a privacidade dos profissionais, embora reconheçam que o dispositivo pode ajudar a esclarecer incidentes e evitar acusações infundadas.

Além da adoção das câmeras, o governo prometeu revisar os protocolos de uso de força em operações de imigração. A expectativa é que essas mudanças ajudem a destravar as negociações no Congresso, onde a oposição democrata condicionava a aprovação de novas verbas para o DHS a reformas estruturais na segurança interna. A administração Trump espera que a iniciativa reduza a temperatura política e evite que novos incidentes prejudiquem a imagem das forças de segurança federais.

O cronograma de instalação dos equipamentos deve se estender pelos próximos seis meses, com a criação de uma central de armazenamento e análise de dados. Analistas políticos observam que a decisão representa uma tentativa do Palácio do Planalto americano de retomar a narrativa sobre segurança pública, focando na modernização tecnológica como ferramenta de controle e eficiência operacional.