Escola federal do Rio de Janeiro repudia caso de estupro coletivo em suas dependências
Instituição suspendeu as aulas e manifestou solidariedade à vítima; Polícia Federal e Polícia Civil investigam o crime ocorrido no campus
Uma escola da rede federal de ensino no Rio de Janeiro emitiu uma nota oficial de repúdio após a denúncia de um estupro coletivo ocorrido dentro de suas instalações. O episódio gerou forte comoção na comunidade acadêmica e levou à suspensão imediata das atividades escolares para que as autoridades possam realizar as perícias necessárias e garantir a segurança dos alunos e funcionários.
A direção da unidade de ensino afirmou estar prestando todo o suporte psicológico e jurídico à vítima e à sua família. Em comunicado, a instituição ressaltou que possui uma política de tolerância zero contra qualquer forma de violência, abuso ou assédio, e que está colaborando integralmente com as investigações conduzidas pela Polícia Federal, por se tratar de um órgão da administração federal, e pela Polícia Civil.
O caso veio à tona após o relato da vítima, que detalhou a ação de um grupo de agressores em uma área do campus. Agentes de segurança interna foram ouvidos, e as imagens das câmeras de monitoramento do circuito fechado da escola foram entregues aos investigadores para auxiliar na identificação dos envolvidos. O sigilo sobre a identidade da vítima e de possíveis suspeitos menores de idade está sendo rigorosamente mantido, conforme determina a legislação brasileira.
O episódio acendeu um alerta sobre os protocolos de segurança e iluminação em instituições de ensino público de grande porte. Coletivos de estudantes e associações de pais organizaram manifestações silenciosas em frente ao campus, pedindo por justiça e por medidas mais eficazes de monitoramento e proteção dentro do ambiente escolar.
Em nota, o Ministério da Educação (MEC) informou que acompanha o caso com extrema gravidade e enviou uma equipe técnica para auxiliar a direção da escola na revisão dos planos de segurança. A pasta reforçou que o ambiente escolar deve ser um espaço de acolhimento e proteção, e que medidas administrativas rigorosas serão tomadas assim que a participação de eventuais membros da comunidade escolar for comprovada.
As investigações seguem sob segredo de justiça para preservar a integridade das provas e a privacidade dos envolvidos. A escola ainda não confirmou a data oficial para a retomada das aulas, informando que a prioridade no momento é o acolhimento da vítima e a garantia de que as dependências do campus sejam seguras para todos os estudantes.
