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Publicado: 09 de março de 2026 às 09:59

Investigação de estupro coletivo em Copacabana revela padrão de conduta e novas denúncias

Depoimentos de vítimas e documentos da polícia apontam atuação recorrente de suspeitos contra adolescentes na Zona Sul do Rio

Novos desdobramentos da investigação sobre um estupro coletivo ocorrido em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, revelam que o crime não teria sido um episódio isolado. Após a denúncia de uma jovem de 17 anos, que relatou ter sido vítima de violência sexual em um apartamento no bairro, outras adolescentes procuraram as autoridades para denunciar abusos semelhantes, apontando os mesmos suspeitos como autores.

De acordo com os documentos da investigação, o grupo de agressores seguiria um modo de operação específico para atrair e isolar as vítimas. Os relatos das jovens indicam que as abordagens ocorriam em locais de grande circulação ou eventos sociais, onde os suspeitos buscavam ganhar a confiança das vítimas antes de levá-las para locais privados. O depoimento da primeira denunciante e de seus familiares foi crucial para que outras vítimas se sentissem seguras para relatar casos ocorridos anteriormente.

A Polícia Civil analisa agora uma série de provas materiais, incluindo mensagens de celular, registros de acesso ao imóvel e imagens de circuitos de segurança. O objetivo é cruzar as informações dos diferentes depoimentos para consolidar a acusação de crime continuado ou associação criminosa. A recorrência dos relatos sugere que os suspeitos mantinham um padrão de comportamento predatório, aproveitando-se da vulnerabilidade das adolescentes.

O caso gerou forte mobilização de órgãos de proteção à criança e ao adolescente, que acompanham os depoimentos e prestam assistência psicológica às vítimas. As autoridades ressaltam que a identificação de um padrão de violência é fundamental para que a Justiça compreenda a gravidade e a periculosidade do grupo envolvido.

Até o momento, as investigações correm sob sigilo para preservar a identidade das menores de idade, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A polícia segue colhendo provas e não descarta a existência de mais vítimas que ainda não formalizaram a denúncia.