Tarcísio lidera disputa pelo governo de SP; Haddad supera Alckmin e Tebet em cenários
Levantamento aponta vantagem do atual governador na corrida eleitoral, enquanto ministro da Fazenda aparece como principal nome do governo federal na disputa paulista
Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira aponta que o governador Tarcísio de Freitas lidera as intenções de voto para a eleição ao governo do estado de São Paulo. O levantamento testou diferentes cenários envolvendo nomes de peso da política nacional e estadual, consolidando a posição do atual ocupante do Palácio dos Bandeirantes na busca pela reeleição.
De acordo com os dados colhidos pelo instituto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresenta um desempenho superior ao do vice-presidente Geraldo Alckmin e ao da ministra Simone Tebet quando testados como alternativas de oposição ou nomes da base do governo federal. Haddad, que já governou a capital e disputou o estado anteriormente, mantém uma base de apoio significativa no eleitorado paulista, superando os demais integrantes do primeiro escalão de Brasília no estado.
O cenário eleitoral em São Paulo é monitorado de perto por partidos políticos, uma vez que o estado é o maior colégio eleitoral do país e serve como termômetro para as alianças nacionais. A liderança de Tarcísio de Freitas reflete a aprovação de sua gestão junto a uma parcela do eleitorado, enquanto o posicionamento de Haddad indica a manutenção da polarização entre blocos políticos que marcou os últimos pleitos.
Geraldo Alckmin, que governou São Paulo por quatro mandatos, e Simone Tebet aparecem com índices menores nos cenários em que foram incluídos. Analistas apontam que o desgaste natural ou a identificação de Alckmin com cargos federais podem influenciar a percepção do eleitor local, enquanto Tebet busca consolidar seu nome em um terreno historicamente dominado por figuras políticas paulistas.
A pesquisa Datafolha ouviu eleitores em diversos municípios do estado, respeitando a proporcionalidade de idade, escolaridade e renda. As estratégias partidárias devem ser ajustadas a partir desses números, visando a definição de candidaturas e coligações para o próximo ciclo eleitoral. O tribunal regional eleitoral segue acompanhando os registros e a movimentação dos pré-candidatos conforme o calendário oficial.
