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Publicado: 14 de março de 2026 às 08:35

Médicos alertam para quadro crítico e risco de morte de Bolsonaro após pneumonia severa

Ex-presidente está internado na UTI com broncopneumonia bacteriana bilateral; equipe médica aponta refluxo gastroesofágico como causa da infecção nos pulmões.

A equipe médica responsável pelo atendimento do ex-presidente Jair Bolsonaro emitiu um alerta sobre a gravidade de seu estado de saúde na noite desta sexta-feira (13). Internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, Bolsonaro enfrenta um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral, descrito pelos médicos como o mais severo que ele já apresentou. Segundo o médico Claudio Birolini, a condição é crítica e oferece risco potencialmente fatal devido à possibilidade de evolução para insuficiência respiratória.

O diagnóstico aponta que a infecção foi causada por uma pneumonia aspirativa, processo em que conteúdo gástrico entra nos pulmões devido ao refluxo gastroesofágico, problema que já acompanhava o histórico clínico do ex-presidente. Os médicos ressaltaram que o risco de novos eventos dessa natureza permanece alto, mesmo com o tratamento em curso, especialmente em razão das comorbidades e do histórico de intervenções cirúrgicas acumulado desde 2018.

Bolsonaro foi transferido da ala médica do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como "Papudinha", após apresentar vômitos e calafrios. Ele está sendo submetido a um ciclo de antibióticos por via venosa, que deve durar entre sete e 14 dias. No momento, o paciente respira com auxílio de suporte clínico não invasivo, e a agilidade no deslocamento para o hospital foi considerada decisiva para evitar, até então, a necessidade de intubação.

Contexto jurídico e monitoramento

A internação ocorre dez dias após o Supremo Tribunal Federal (STF) manter a prisão preventiva do ex-presidente. A defesa havia solicitado a transferência para prisão domiciliar sob o argumento de que a unidade prisional não possuía estrutura para o atendimento de saúde necessário, pedido que foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes. Após o agravamento do quadro, Moraes autorizou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acompanhasse o marido no hospital, sob vigilância policial 24 horas.

A equipe médica não estabeleceu um prazo para a alta da UTI, prevendo uma recuperação lenta dada a idade do ex-presidente, que completa 71 anos na próxima semana, e a fragilidade de seu sistema imunológico. O boletim oficial do hospital registra que a situação é estável no momento, mas reitera que o monitoramento deve ser constante para evitar complicações súbitas.

Enquanto Bolsonaro permanece sob cuidados intensivos, o cenário político acompanha os desdobramentos de sua saúde, que se tornou ponto central nos debates sobre as condições de sua custódia. O hospital deve divulgar novas atualizações sobre a resposta ao tratamento antibiótico nas próximas 24 horas.