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Publicado: 16 de março de 2026 às 08:11

Sede de empresas que transferiram R$ 3 milhões a filho de Lula está desocupada em São Paulo

Endereço comercial registrado na Zona Oeste da capital paulista está vazio há sete meses; defesa alega que local servia apenas para correspondências.

O endereço comercial em São Paulo onde estão registradas as empresas de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encontra-se vazio. O prédio, localizado na Zona Oeste da cidade, abrigava as sedes formais da LLF Tech Participações e da G4 Entretenimento e Tecnologia, que juntas realizaram repasses de aproximadamente R$ 3,5 milhões a Fábio Luís entre os anos de 2022 e 2025.

De acordo com informações apuradas pelo portal Metrópoles, as salas comerciais estão desocupadas há pelo menos sete meses. Antes da vacância, o espaço era utilizado por uma certificadora digital e uma organização social de saúde, sem sinais recentes de operação direta das empresas de tecnologia e participações ligadas ao filho do presidente.

Movimentações sob investigação

Os dados sobre os repasses surgiram a partir da quebra de sigilo bancário no âmbito de investigações conduzidas pela CPMI do INSS. Segundo o levantamento, a LLF Tech Participações transferiu R$ 2,77 milhões para Fábio Luís, enquanto a G4 Entretenimento e Tecnologia repassou R$ 772 mil no período analisado. Ao todo, as movimentações bancárias das empresas somaram cerca de R$ 19 milhões em quatro anos.

As autoridades investigam a relação de Lulinha com Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como peça central em suspeitas de fraudes contra aposentados. O objetivo é verificar se os serviços de tecnologia e suporte técnico descritos nos registros das empresas foram efetivamente prestados ou se as estruturas eram utilizadas para outros fins financeiros.

Contraponto da defesa

Em nota oficial, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva esclareceu que não há irregularidades no fato de as sedes estarem vazias. Os advogados afirmaram que o endereço em São Paulo era utilizado primordialmente para o recebimento de correspondências e notificações formais das companhias.

Ainda segundo a defesa, uma das empresas não possui necessidade de escritório externo para suas atividades de tecnologia, enquanto a outra já não está mais em operação ativa. Os representantes legais de Lulinha negam qualquer envolvimento em fraudes no INSS e sustentam que a origem dos recursos é lícita, o que será comprovado no decorrer das apurações judiciais.