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Publicado: 22 de março de 2026 às 10:15

Mísseis do Irã atingem cidades próximas a complexo nuclear em Israel e deixam dezenas de feridos

Ataque a Dimona e Arad ocorre em retaliação a bombardeio em usina iraniana; governo israelense fala em "noite difícil" e falha na interceptação.

Uma nova escalada de violência no Oriente Médio atingiu um patamar crítico na noite deste sábado, 21 de março. Mísseis balísticos lançados pelo Irã atingiram as cidades de Dimona e Arad, no sul de Israel, ferindo ao menos 47 pessoas, segundo balanço inicial das equipes de emergência. A região é estratégica por abrigar o Centro de Pesquisa Nuclear de Neguev, principal instalação atômica do país.

O governo do Irã reivindicou a autoria dos disparos, classificando a ofensiva como uma resposta direta ao bombardeio sofrido horas antes pelo complexo de enriquecimento de urânio de Natanz, no centro do Irã. Teerã afirmou que "nenhuma área está segura" e que o ataque serviu como um aviso contra as operações militares de Israel e dos Estados Unidos em território iraniano.

Em Israel, o serviço de ambulâncias Magen David Adom informou que a maioria dos feridos foi atingida por estilhaços ou sofreu ferimentos enquanto buscava abrigo. Entre as vítimas em estado grave está um menino de 10 anos. Imagens divulgadas por emissoras locais mostram prédios residenciais com fachadas destruídas e veículos incendiados. Autoridades de defesa confirmaram que o sistema de proteção aérea falhou em interceptar ao menos um dos projéteis que atingiu a área urbana.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, visitou a região e descreveu o episódio como uma "noite muito difícil na batalha pelo futuro". O premiê afirmou que as forças de defesa continuarão respondendo com intensidade. Apesar da proximidade dos impactos com o centro de pesquisa nuclear, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que não houve danos às instalações sensíveis e que nenhum vazamento radioativo foi detectado até o momento.

O ataque ocorre em um cenário de tensão máxima, logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dar um ultimato de 48 horas para que o Irã libere o Estreito de Ormuz. A comunidade internacional teme que a mira direta em regiões de infraestrutura nuclear possa transformar o conflito em um desastre de proporções catastróficas para toda a região.