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Publicado: 26 de março de 2026 às 09:43

Desaprovação pessoal de Lula atinge 61%, recorde em dois anos

Pesquisa divulgada em março de 2026 mostra desgaste na imagem do presidente e do governo; desaprovação da gestão federal chega a 57%.

O levantamento mais recente do instituto PoderData, realizado entre os dias 21 e 23 de março de 2026, aponta um cenário de forte pressão para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) às vésperas do ciclo eleitoral. A desaprovação ao desempenho pessoal de Lula atingiu 61%, o maior patamar registrado desde março de 2024. Em contrapartida, apenas 31% dos eleitores aprovam a figura pessoal do mandatário.

A avaliação do governo como um todo também apresentou deterioração, embora em ritmo ligeiramente menor que a imagem pessoal do presidente. De acordo com os dados, 57% dos brasileiros desaprovam a gestão federal, enquanto 37% a aprovam. A margem de erro do estudo é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Comparação com o Governo Anterior e Recortes Regionais

Um dos pontos de maior alerta para o Palácio do Planalto é a percepção comparativa com a gestão de Jair Bolsonaro (PL). Pela primeira vez em meses, o número de eleitores que consideram o governo Lula pior que o de seu antecessor cresceu, chegando a 42%. Já os que consideram a atual gestão melhor caíram para 32% — uma queda de 8 pontos percentuais em relação ao início do ano.

A estratificação geográfica da pesquisa revela que a desaprovação é mais acentuada nas regiões Sul e Sudeste:

  • Sul: 60% avaliam o governo como "ruim" ou "péssimo".
  • Sudeste: 59% de avaliação negativa.
  • Nordeste: Mesmo no principal reduto petista, a desaprovação pessoal de Lula chegou a 52%, superando a aprovação (40%).

Fatores de Desgaste

Analistas políticos indicam que o aumento da reprovação pode estar atrelado a uma combinação de fatores econômicos e políticos recentes:

  1. Crise dos Combustíveis: A percepção de alta nos preços, influenciada pela instabilidade no Oriente Médio, tem pesado no bolso do eleitor.
  2. Relação com o Congresso: O desgaste nas articulações para aprovação de pautas econômicas.
  3. Investigações: Fatos recentes envolvendo o setor financeiro e críticas à condução da política fiscal.