Sustentabilidade e economia: Agilfix mira R$ 6 milhões ao substituir plástico filme na logística
Com foco na economia circular, empresa desenvolve cintas reutilizáveis que reduzem custos operacionais e o impacto ambiental no transporte de cargas
A Agilfix, empresa fundada em 2016, está colhendo os frutos de uma aposta estratégica feita bem antes da sustentabilidade se tornar um pilar inegociável do mundo corporativo (ESG). Ao substituir o tradicional filme plástico (stretch) por cintas reutilizáveis na unitização de cargas, a companhia projeta um faturamento de até R$ 6 milhões em 2026. O crescimento é impulsionado não apenas pela consciência ambiental das empresas, mas também pela alta volatilidade nos preços das matérias-primas plásticas derivativas do petróleo.
O modelo de negócio da Agilfix ataca um dos maiores desperdícios da cadeia logística: o uso único de plásticos para envolver paletes. Enquanto o filme stretch é descartado imediatamente após o primeiro uso, as cintas da Agilfix são projetadas para durar centenas de ciclos. Essa abordagem de economia circular permite que grandes centros de distribuição e indústrias reduzam drasticamente o volume de resíduos gerados, ao mesmo tempo em que protegem suas margens financeiras contra a inflação dos insumos descartáveis.
A eficiência da solução se traduz em números diretos para o cliente:
- Redução de Custos: A substituição pode gerar uma economia de até 60% no longo prazo em comparação ao gasto recorrente com plástico.
- Agilidade Operacional: O tempo de aplicação das cintas é inferior ao do filme stretch, otimizando o fluxo de expedição.
- Segurança da Carga: O material de alta resistência oferece maior estabilidade no transporte interno e entre unidades, reduzindo avarias.
O salto na projeção de faturamento para R$ 6 milhões reflete o fechamento de contratos com grandes players da indústria que buscam selos de sustentabilidade e eficiência logística. Para essas empresas, a adoção da tecnologia da Agilfix é uma vitória dupla: cumpre as metas de redução de pegada de carbono e blinda a operação contra as oscilações do mercado de polímeros.
Com o amadurecimento das políticas de logística reversa e a pressão por operações "zero lixo", a Agilfix se posiciona como um exemplo prático de como a inovação em processos simples pode destravar valor econômico e ambiental. A meta agora é escalar a produção para atender a demanda crescente de setores como o farmacêutico, de alimentos e bebidas, onde a higiene e a rapidez na movimentação de paletes são cruciais.
