Tiago Pavinatto detona Rede Globo e PF no caso Silas Malafaia:
Advogado critica vazamento de áudios do pastor, apreensão ilegal de celular e repasse de materiais sigilosos à TV Globo antes de análise pericial
Em entrevista ao podcast "Inteligência Ltda.", o advogado e professor Tiago Pavinatto, doutor em Direito, disparou duras críticas à Rede Globo, à Polícia Federal (PF) e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no contexto do processo envolvendo o pastor Silas Malafaia. O corte do vídeo, publicado no canal "Cortes do Inteligência [OFICIAL]" em agosto de 2025, voltou a circular nas redes sociais e já acumula mais de 108 mil visualizações.
Pavinatto relatou detalhes da operação policial contra Malafaia, que ao retornar ao Brasil foi interceptado no aeroporto: por volta das 19h, teve celular e notebooks apreendidos pela PF, foi levado para depoimento e ficou incomunicável, sem poder nomear advogado imediatamente. Segundo o advogado, o pastor não era réu em nenhum processo na época e foi pego de surpresa.
O ponto central das acusações foi o suposto conluio entre PF, STF e Rede Globo. Pavinatto afirmou que a emissora recebe materiais apreendidos diretamente da Polícia Federal antes mesmo da análise pericial, seleciona o que interessa e monta escândalos midiáticos. Ele citou um episódio pessoal: um jornalista da Globo em Brasília ligou e enviou e-mail perguntando sobre o "processo do Silas Malafaia", usando termos exatos de conversas privadas de WhatsApp do pastor, como chamá-lo de "consultor jurídico".
"Globo está de conluio com a Polícia Federal, que está de conluio com aquele louco do Alexandre de Moraes. Isso é banditismo, isso é jornalismo criminoso", disparou Pavinatto. Ele comparou o caso a vazamentos da Lava Jato, incluindo áudio de Marisa Letícia (esposa de Lula), mas destacou hipocrisia: conversas familiares são vistas como "vergonha para o Judiciário" em um contexto, mas liberadas para atacar opositores em outro.
O advogado expressou indignação com o que chamou de "estupro da ordem jurídica brasileira", equiparando seu ódio à injustiça ao sentimento contra criminosos como estupradores e pedófilos. Ele se disse "cheio de ódio" pela ilegalidade nas buscas e vazamentos, mas confiante de que o país não para diante dessas ações.
A discussão também tocou em temas mais amplos, como ativismo judicial de esquerda ("Mir Esquerditos é claque"), perseguição a Jair Bolsonaro e família, e áudios vazados que complicam defesas. Pavinatto, que assessorou Malafaia informalmente imprimindo trechos da Constituição e Código de Processo Penal, negou ser advogado oficial do pastor.
O vídeo reforça o discurso da oposição conservadora sobre abuso de poder por instituições, em um momento de tensão política com operações da PF contra figuras da direita. Críticos do governo e do STF veem no caso mais um exemplo de seletividade, enquanto defensores das investigações argumentam que seguem o devido processo legal.
O corte faz parte de um episódio completo do podcast apresentado por Rogério Vilela, que discute temas políticos e jurídicos com convidados. A repercussão nas redes destaca o debate sobre liberdade de imprensa, sigilo de investigações e limites do poder judicial.
