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Publicado: 11 de janeiro de 2026 às 07:26

Calor de 34,6°C marca o dia mais quente de 2026 em São Paulo até agora, seguido de pancadas de chuva

Após tarde escaldante, brisa marítima trouxe instabilidade; Defesa Civil manteve atenção para pontos de alagamento e queda de árvores

A capital paulista viveu ontem (10) o dia mais quente do ano até o momento, com os termômetros registrando máxima de 34,6°C às 16h, segundo medição do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O calor intenso, típico do verão, foi seguido pela chegada de pancadas de chuva moderadas a fortes, provocadas pela entrada da brisa marítima. Como consequência, a Defesa Civil Municipal colocou a Zona Sul e a Marginal Pinheiros em estado de atenção para alagamentos entre 17h40 e 19h11.

De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura, as chuvas se concentraram especialmente na parte da tarde e noite, com rajadas de vento que chegaram a 70 km/h em Interlagos, na Zona Sul. Os Bombeiros atenderam pelo menos nove chamados de árvores caídas na cidade até o fim da tarde. Imagens de vias como a Avenida Vitor Manzini, entre a Ponte do Socorro e a Avenida Washington Luís, mostraram trechos alagados, mas sem registros de transbordamentos graves de rios ou córregos.

O acumulado de chuva em janeiro até o dia 10 chegou a 47,1 mm, o que representa apenas 18,4% dos 256,4 mm esperados para o mês inteiro. A Defesa Civil já vinha em estado de atenção para altas temperaturas desde sexta-feira (9), com previsão de máximas acima dos 32°C nos dias seguintes.

Previsão para os próximos dias O domingo (11) promete ser ainda mais quente, com possibilidade de nova máxima recorde na casa dos 36°C, segundo a Climatempo, sem expectativa de chuva significativa na capital. As pancadas devem voltar com força a partir de segunda-feira (12), quando o tempo instável retorna, com risco de chuvas moderadas a fortes na região metropolitana.

A combinação de calor extremo seguido de instabilidade é comum no verão paulistano, mas exige atenção redobrada de motoristas e pedestres em áreas propensas a alagamentos, como vias da Zona Sul e marginais.