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Publicado: 12 de janeiro de 2026 às 09:01

Conselho de Segurança da ONU convoca reunião de emergência para debater ataques russos à Ucrânia

Autoridade máxima da ONU se reúne após novo ataque com míssil balístico e ofensiva que deixou civis sem serviços essenciais, elevando tensões diplomáticas

O Conselho de Segurança das Nações Unidas marcou uma reunião de emergência nesta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, para tratar da escalada da guerra entre Rússia e Ucrânia, em meio a uma ofensiva russa que incluiu o uso de um míssil balístico de médio alcance e uma série de ataques a alvos civis que causaram apagões durante o rigoroso inverno europeu.

A convocação foi feita a pedido de representantes ucranianos, que denunciaram perante a ONU uma série de ataques que, segundo eles, configuram violações graves da Carta das Nações Unidas e crimes contra a humanidade por parte do governo de Moscou. A solicitação de reunião foi respaldada por vários países membros do Conselho, incluindo França e Reino Unido, em meio a um forte clima de condenação internacional.

Nos últimos dias, a Rússia intensificou sua campanha militar e, pela segunda vez desde 2022, lançou o míssil hipersônico conhecido como Oreshnik, direcionado a regiões no oeste da Ucrânia. Esse tipo de arma tem capacidade de longa distância e velocidade extrema, o que aumentou as preocupações dos países europeus e dos Estados Unidos sobre a possibilidade de escalada do conflito e sobre os riscos à estabilidade regional.

Os ataques também interromperam serviços essenciais na capital Kiev e em outras cidades, deixando grande parte da população sem energia elétrica e aquecimento em temperaturas abaixo de zero. Autoridades ucranianas relataram danos a prédios residenciais e outras infraestruturas civis, intensificando apelos por uma resposta urgente da comunidade internacional.

Antes da reunião de emergência, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia comunicou que a ação visa não apenas condenar as violações, mas também ampliar a pressão diplomática para que seja reafirmado o compromisso com a paz e com a proteção de civis em cenários de guerra. Em suas declarações, representantes de Kiev enfatizaram que ataques contra populações e infraestrutura civil são incompatíveis com o direito internacional humanitário e devem ser repudiados de forma contundente.

A reunião ocorre em um momento em que esforços diplomáticos paralelos tentam avançar em direções distintas: por um lado, negociadores ucranianos e aliados ocidentais exploram fóruns de diálogo para reduzir a violência e buscar garantias de segurança futuras; por outro, autoridades russas mantêm postura combativa e justificam suas ações como respostas a ameaças percebidas ao seu território.

O encontro no Conselho de Segurança terá início na sede da ONU em Nova York e colocará em pauta as últimas ofensivas militares, análises de possíveis soluções diplomáticas e a resposta da comunidade internacional à contínua deterioração da situação. A expectativa é de que líderes globais e diplomatas intensifiquem o debate sobre como conter o conflito que já ultrapassa três anos, causando milhares de mortes, deslocamentos em massa e uma crise humanitária de grandes proporções.