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Publicado: 14 de janeiro de 2026 às 08:04

Venezuela Inicia Libertação de Cidadãos Americanos Detidos, Confirmam EUA Após Queda de Maduro

Governo interino de Delcy Rodríguez solta pelo menos cinco norte-americanos desde 12 de janeiro; medida é vista como gesto de boa vontade e passo para reduzir tensões após captura do ex-presidente Nicolás Maduro por forças americanas

O governo interino da Venezuela, liderado por Delcy Rodríguez após a destituição e captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro, começou a libertar cidadãos norte-americanos detidos no país. Fontes do Departamento de Estado dos EUA confirmaram a liberação de pelo menos cinco americanos: um em 12 de janeiro e quatro em 13 de janeiro. Trata-se da primeira soltura conhecida de detidos dos EUA desde a operação militar americana que derrubou Maduro.

Um representante do Departamento de Estado, sob condição de anonimato, declarou: “Saudamos a libertação de norte-americanos detidos na Venezuela. Este é um passo importante na direção certa por parte das autoridades interinas”. O presidente Donald Trump celebrou o início do processo em 9 de janeiro, afirmando que a Venezuela “começou, em GRANDE ESTILO, a libertação de seus presos políticos”, e suspendeu o que chamou de “segunda onda de ataques” ao país em resposta às liberações.

Contexto das detenções e das solturas Os cidadãos americanos estavam entre presos políticos e estrangeiros capturados durante o regime de Maduro, especialmente após protestos contra as eleições de 2024 (acusadas de fraude pela oposição e observadores internacionais). Em julho de 2025, ainda sob Maduro, a Venezuela já havia libertado dez americanos em troca da repatriação de migrantes deportados pelos EUA para El Salvador. A rodada atual ocorre sem detalhes de um novo acordo explícito, mas é interpretada como gesto unilateral de “paz” e cooperação com Washington, anunciado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, em 8 de janeiro.

O governo venezuelano alega ter soltado mais de 400 pessoas (incluindo venezuelanos e estrangeiros), mas não forneceu nomes, motivos ou provas. A ONG Foro Penal confirmou a libertação de 56 presos políticos até 13 de janeiro, criticando a falta de transparência. Entre as solturas gerais, há relatos de opositores importantes, mas nomes específicos dos americanos não foram divulgados.

Impacto nas relações bilaterais A captura de Maduro por forças especiais americanas em Caracas (para enfrentar acusações de tráfico de drogas em Nova York) marcou uma escalada inédita nas tensões. O governo interino de Rodríguez tem buscado via diplomática com os EUA, com mediação citada de líderes do Brasil, Espanha e Catar. Trump tem pressionado pela libertação de todos os presos políticos, e as solturas atuais são vistas como sinal de desescalada, embora alertas do Departamento de Estado continuem recomendando que cidadãos americanos deixem a Venezuela imediatamente devido a instabilidade e presença de grupos armados pró-regime (coletivos).

A oposição venezuelana e ONGs de direitos humanos aguardam mais libertações, estimando que haja centenas de presos políticos ainda detidos. O processo segue em andamento, com expectativa de mais gestos nos próximos dias.