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Publicado: 16 de janeiro de 2026 às 08:22

Governo destina 40 smart TVs para programa de cinema em presídios federais

Equipamentos serão usados em projeto de ressocialização e atividades culturais em unidades de segurança máxima

O governo federal anunciou a destinação de 40 smart TVs para a implantação de um programa de cinema em presídios federais de segurança máxima. A iniciativa faz parte de um projeto voltado à ressocialização de pessoas privadas de liberdade, com foco em atividades culturais e educativas dentro do sistema penitenciário.

Os equipamentos serão distribuídos entre as cinco penitenciárias federais do país, localizadas em Brasília, Porto Velho, Campo Grande, Mossoró e Catanduvas. Cada unidade receberá oito televisores, que serão utilizados exclusivamente para a exibição de filmes e conteúdos audiovisuais previamente selecionados pela administração penitenciária.

O investimento total previsto é de aproximadamente R$ 85 mil, destinados à aquisição de smart TVs de 50 polegadas, com tecnologia atualizada. Segundo o governo, os aparelhos serão configurados com restrições rigorosas de uso, sem acesso livre à internet ou a aplicativos não autorizados, respeitando os protocolos de segurança das unidades.

O programa, batizado de ReintegraCINE, substitui modelos antigos de exibição de filmes que utilizavam mídias físicas, como DVDs. A proposta é modernizar as atividades culturais oferecidas nos presídios, alinhando-as às práticas atuais de gestão pública e às diretrizes da Lei de Execução Penal, que prevê ações educacionais, sociais e recreativas como parte do processo de reintegração.

A escolha dos filmes e conteúdos exibidos ficará sob responsabilidade das equipes técnicas das penitenciárias, com avaliação das áreas de segurança e reabilitação. Os critérios incluem aspectos pedagógicos, éticos e institucionais, com o objetivo de estimular reflexão, aprendizado e desenvolvimento pessoal dos internos.

De acordo com o governo, iniciativas culturais como o programa de cinema podem contribuir para a redução de conflitos internos, melhoria do ambiente prisional e preparação gradual dos detentos para o retorno ao convívio social. Especialistas em políticas penitenciárias destacam que atividades desse tipo, quando bem monitoradas, tendem a favorecer a disciplina e o equilíbrio emocional dentro das unidades.

A medida, no entanto, também gerou debate público sobre a destinação de recursos para o sistema penitenciário, especialmente diante de outras demandas estruturais do setor. Em resposta, o governo afirma que o projeto representa uma fração mínima do orçamento e faz parte de uma estratégia mais ampla de ressocialização e humanização do sistema prisional.