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Publicado: 03 de fevereiro de 2026 às 08:53

EUA e Irã agendam reunião em Istambul para retomar discussões sobre acordo nuclear

Encontro mediado pela União Europeia busca destravar negociações após meses de impasse; cúpula ocorre em meio a um cenário de alta tensão geopolítica no Oriente Médio.

Representantes dos Estados Unidos e do Irã devem se reunir na próxima sexta-feira, em Istambul, na Turquia, para uma nova rodada de diálogos sobre o programa nuclear iraniano. O encontro marca uma tentativa significativa de retomar os termos do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), após um longo período de paralisia nas negociações. A reunião contará com a mediação de diplomatas da União Europeia, que buscam estabelecer um canal de comunicação direta entre Washington e Teerã.

O principal objetivo da cúpula é discutir mecanismos para o retorno mútuo ao cumprimento do acordo original. Por um lado, o governo americano busca garantias de que o enriquecimento de urânio pelo Irã será limitado a fins pacíficos e submetido a inspeções internacionais rigorosas. Por outro, o governo iraniano condiciona qualquer avanço à suspensão das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos, que têm gerado forte impacto na economia do país persa.

O clima para a reunião é de cautela extrema. Observadores internacionais apontam que, embora o agendamento do encontro seja um sinal positivo, as divergências entre as duas nações ainda são profundas. Recentemente, episódios de hostilidade na região e o avanço técnico das instalações nucleares iranianas elevaram o tom das críticas de parlamentares americanos, o que restringe a margem de manobra diplomática da Casa Branca.

A escolha de Istambul como sede reforça o papel da Turquia como um mediador regional estratégico. O governo turco tem defendido publicamente a necessidade de uma solução diplomática para evitar uma escalada militar no Oriente Médio, que poderia comprometer o fornecimento global de energia e a estabilidade das rotas comerciais. A comunidade internacional aguarda o desfecho do encontro de sexta-feira como um termômetro para as relações diplomáticas globais em 2026.

Caso as conversas avancem, espera-se que um cronograma de ações coordenadas seja estabelecido para os próximos meses. No entanto, fontes diplomáticas alertam que este é apenas o primeiro passo de um processo complexo, que dependerá da disposição de ambos os lados em ceder em pontos sensíveis da soberania nacional e da segurança regional.