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Publicado: 05 de fevereiro de 2026 às 08:21

A fortuna oculta de Jeffrey Epstein: como o financista acumulou bilhões

Análise da Forbes revela que dois clientes bilionários e artifícios fiscais nas Ilhas Virgens foram os pilares do patrimônio de Epstein.

Embora as origens exatas da fortuna de Jeffrey Epstein permaneçam envoltas em mistério e teorias da conspiração, uma investigação detalhada da Forbes aponta que o financista construiu seu patrimônio de US$ 578 milhões com base em dois pilares principais: a gestão de recursos de dois grandes clientes bilionários e o uso estratégico de isenções fiscais agressivas nas Ilhas Virgens Americanas.

Os dois maiores patrocinadores de Epstein foram Les Wexner, fundador da L Brands (Victoria's Secret), e Leon Black, fundador da Apollo Global Management. Juntos, eles forneceram mais de 75% da renda de honorários de Epstein entre 1999 e 2018. Wexner, seu primeiro grande cliente, teria pago cerca de US$ 200 milhões ao longo de quase duas décadas de relação. Já Leon Black pagou aproximadamente US$ 170 milhões entre 2012 e 2017 por consultorias em planejamento tributário e sucessório que, segundo ele, geraram bilhões em valor para seu próprio império.

Outro fator determinante para o acúmulo de riqueza foi a residência de Epstein nas Ilhas Virgens Americanas. Ao sediar suas empresas no território, ele usufruiu de um programa de desenvolvimento econômico que concedia até 90% de isenção em impostos corporativos. Estima-se que esses artifícios fiscais tenham economizado a Epstein cerca de US$ 300 milhões em impostos ao longo de vinte anos, permitindo que ele pagasse uma alíquota média de apenas 4% sobre seus ganhos.

Apesar de sua imagem pública como um "financista experiente", muitos especialistas questionam a natureza dos serviços prestados. Enquanto Wexner e Black afirmam que desconheciam os crimes sexuais de Epstein e que o pagavam por aconselhamento financeiro legítimo, o escândalo levantou suspeitas de que suas operações poderiam servir de fachada. O espólio de Epstein, mesmo após a distribuição de US$ 160 milhões às vítimas e diversos acordos judiciais, ainda detinha ativos avaliados em US$ 131 milhões em março de 2024, mantendo viva a discussão sobre o legado de sua fortuna controversa.