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Publicado: 24 de fevereiro de 2026 às 08:18

Juiz de Fora decreta calamidade após temporal histórico deixar 14 mortos

Fevereiro de 2026 torna-se o mês mais chuvoso da história da cidade mineira, com 584 mm acumulados; transbordamento do Rio Paraibuna e soterramentos mobilizam forças de elite e cães de busca.

A cidade de Juiz de Fora (MG) amanheceu sob estado de calamidade pública nesta terça-feira (24/02/2026), após um temporal devastador atingir a região. O balanço oficial da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros confirma 14 mortos e 440 desabrigados. As chuvas extremas provocaram o transbordamento do Rio Paraibuna e de diversos córregos, isolando bairros inteiros e paralisando o centro urbano com o fechamento de pontes e mergulhões.

Fevereiro recorde e soterramentos

As precipitações acumuladas em fevereiro de 2026 atingiram a marca de 584 milímetros, o dobro do esperado para todo o mês, consolidando-se como o período mais chuvoso da história do município. Durante a madrugada, os bombeiros atenderam a mais de 20 ocorrências de soterramento. No bairro Parque Burnier, uma das áreas mais afetadas, 17 pessoas seguem desaparecidas sob os escombros de casas que desabaram, incluindo mais de cinco crianças. Equipes de busca e salvamento com cães farejadores foram deslocadas para reforçar os trabalhos.

Colapso dos serviços e resposta municipal

Em vídeo publicado nas redes sociais, a prefeita Margarida Salomão (PT) informou a suspensão imediata de todas as aulas na rede municipal de ensino. O Hospital de Pronto Socorro (HPS) opera como referência para o atendimento dos sobreviventes resgatados. A infraestrutura da cidade sofreu danos severos, com quedas de árvores e bloqueios em vias principais, dificultando o deslocamento das equipes de emergência que lutam contra o tempo para localizar soterrados antes da previsão de novos temporais.

Monitoramento e ajuda humanitária

O Governo de Minas Gerais monitora a situação por meio do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres (BAER). A mobilização agora foca na assistência às centenas de desabrigados e na logística de suprimentos, uma vez que o nível do Rio Paraibuna ainda apresenta riscos de novas inundações. A tragédia em Juiz de Fora acende o alerta para outras cidades da Zona da Mata mineira, que enfrentam solos saturados e riscos geológicos elevados neste fechamento de verão em 2026.