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Publicado: 09 de abril de 2026 às 09:21

Setor de atacarejo no Sul movimenta bilhões e consolida liderança de grupos regionais

Ranking da Abras revela o domínio de redes paranaenses, catarinenses e gaúchas no cenário nacional de faturamento

O segmento de atacarejo, que combina vendas no atacado e no varejo, segue em franca expansão no Sul do Brasil, consolidando marcas locais como potências do setor varejista nacional. Dados do mais recente Ranking Abras (Associação Brasileira de Supermercados) mostram que os maiores grupos da região apresentam faturamentos bilionários, impulsionados pela eficiência logística e pela mudança nos hábitos de consumo das famílias, que buscam economia em compras de maior volume.

No topo da lista regional aparece o Grupo Muffato, do Paraná, que ocupa a sexta posição no ranking geral do Brasil. Com faturamento superior a R$ 15 bilhões, a rede paranaense tem como principal bandeira de atacarejo o Max Atacadista. A empresa vem expandindo sua presença não apenas no Sul, mas também no interior de São Paulo, investindo pesado na digitalização e na experiência de compra do cliente dentro dos galpões de venda.

Santa Catarina também se destaca como um polo de grandes redes, sendo a sede do Grupo Koch e do Grupo Pereira. O Grupo Koch, com a bandeira Komprão, registrou faturamentos que ultrapassam a marca dos R$ 8 bilhões, tornando-se a maior rede supermercadista do estado catarinense. Já o Grupo Pereira, dono do Fort Atacadista, embora tenha forte atuação em outras regiões do país, mantém suas raízes e uma operação massiva no Sul, figurando entre os maiores do Brasil com receitas que superam os R$ 13 bilhões.

No Rio Grande do Sul, o destaque fica para o Grupo comercial Zaffari e a rede Andreazza. O Stock Center, bandeira de atacarejo da Comercial Zaffari, tem liderado a expansão do formato no estado gaúcho, contribuindo para um faturamento bilionário que coloca a empresa entre as 20 maiores do país. O modelo de negócio, focado em custos operacionais baixos para garantir preços competitivos, tem se mostrado resiliente mesmo diante de oscilações econômicas.

O crescimento dessas empresas reflete uma tendência nacional de "cash and carry" (pague e leve), onde o consumidor final passou a frequentar os mesmos canais que antes eram exclusivos de pequenos comerciantes. Para os especialistas do setor, a força dos grupos do Sul reside no conhecimento profundo do mercado regional e na capacidade de competir com gigantes multinacionais, mantendo uma operação ágil e adaptada às preferências locais.