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Publicado: 13 de abril de 2026 às 09:33

Minas Gerais consolida liderança histórica na produção de café e preserva origens do cultivo no Brasil

Estado é responsável por mais da metade da safra nacional; tradição que remonta ao século 18 transformou a economia e a paisagem das montanhas mineiras.

Ocupando o topo do ranking nacional, Minas Gerais reafirma sua posição como o maior produtor de café do Brasil. De acordo com dados consolidados do setor, o estado responde por aproximadamente 55% da produção do país, com destaque para o café arábica. A atividade, que movimenta bilhões de reais anualmente, é o pilar econômico de centenas de municípios mineiros, especialmente nas regiões do Sul de Minas, Cerrado e Matas de Minas.

O sucesso atual é o reflexo de um processo que começou de forma tímida no Brasil colonial. O cultivo do café no país teve início em 1727, no Pará, quando o sargento-mor Francisco de Melo Palheta trouxe as primeiras sementes da Guiana Francesa. Embora tenha começado no Norte, foi no Sudeste que a planta encontrou o solo e o clima ideais para a expansão em larga escala.

A chegada do café a Minas Gerais ocorreu no final do século 18, mas a grande expansão aconteceu no século 19, acompanhando o declínio do ciclo do ouro. As fazendas de café substituíram gradualmente as atividades de mineração, aproveitando a infraestrutura de transporte que já existia para o escoamento de metais preciosos. O solo fértil das montanhas e as altitudes elevadas do estado permitiram que o grão desenvolvesse características sensoriais superiores, hoje reconhecidas internacionalmente.

Atualmente, o parque cafeeiro mineiro é um exemplo de modernização tecnológica, unindo colheitas mecanizadas em áreas planas a processos artesanais de cafés especiais em terrenos acidentados. O impacto social é direto, gerando empregos em toda a cadeia produtiva, desde o plantio até as cafeterias de exportação. Com a crescente demanda por sustentabilidade, produtores locais têm investido em certificações ambientais para garantir a competitividade do café brasileiro no mercado externo.