Caso Master: Toffoli decide que material apreendido pela PF ficará sob análise da PGR
Ministro do STF atende pedido do procurador-geral e reforça centralização das investigações sobre suspeitas de fraudes financeiras
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que todo o material apreendido pela Polícia Federal no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master deverá permanecer sob análise da Procuradoria-Geral da República (PGR). A medida atende a um pedido do procurador-geral da República e altera uma decisão anterior que previa a guarda dos itens no próprio STF.
A determinação envolve documentos físicos, dispositivos eletrônicos, mídias digitais e outros bens recolhidos durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras, gestão irregular de recursos e possíveis crimes contra o sistema financeiro nacional.
Na avaliação de Toffoli, a centralização do material na PGR permite uma análise mais técnica, integrada e eficiente, garantindo uma visão ampla do conjunto de provas reunidas até o momento. O ministro destacou que a Procuradoria tem melhores condições operacionais para conduzir a triagem e o cruzamento das informações obtidas nas diligências.
O pedido foi feito pelo procurador-geral da República, que argumentou que a manutenção dos itens na PGR evita atrasos no andamento das investigações e contribui para preservar a integridade das provas. Segundo a manifestação, a análise rápida dos dados é fundamental diante da complexidade do caso e do volume de material apreendido.
Entre os itens recolhidos estão aparelhos eletrônicos, documentos financeiros, valores em espécie, veículos de luxo e outros bens, encontrados em endereços ligados a investigados. Por determinação judicial, os dispositivos eletrônicos deverão permanecer isolados de redes de comunicação até a realização das perícias, a fim de evitar qualquer risco de alteração ou perda de dados.
A segunda fase da operação incluiu mandados de busca e apreensão em diferentes estados, além da prisão temporária de um dos alvos, empresário ligado ao núcleo investigado. As apurações também resultaram no bloqueio de bens e valores considerados relevantes para o aprofundamento das suspeitas, que envolvem cifras elevadas.
O caso ganhou maior atenção nos últimos meses devido aos indícios de irregularidades relacionadas à condução financeira do banco e a possíveis prejuízos a investidores e ao sistema financeiro. As autoridades investigam se houve desvio de recursos, lavagem de dinheiro e outras práticas ilícitas.
Com a decisão, a investigação entra em uma nova fase, marcada pelo aprofundamento da análise das provas já coletadas. O desfecho do caso poderá resultar em novas medidas judiciais e eventual responsabilização criminal, conforme o avanço das apurações.
