Banco Central aperta segurança do Pix com novas regras que começam a valer em março de 2026
Medidas ampliam exigências tecnológicas e de prevenção a fraudes após ataques hacker e etapas anteriores de mudança no sistema de pagamentos
O Banco Central anunciou um novo conjunto de medidas para reforçar a segurança do Pix, sistema de pagamentos instantâneos utilizado por milhões de brasileiros. As mudanças entram em vigor a partir de março e têm como principal objetivo reduzir fraudes e fortalecer a proteção dos dados dos usuários.
As novas regras ampliam as exigências de segurança para bancos e instituições financeiras, com foco na prevenção de ataques cibernéticos e no monitoramento de operações suspeitas. O BC avalia que os golpes envolvendo transferências digitais se tornaram mais sofisticados, exigindo mecanismos mais avançados de controle e resposta.
Entre os pontos centrais estão o fortalecimento da criptografia, maior rigor na gestão de acessos aos sistemas, proteção de bases de dados e aprimoramento dos processos de identificação de transações atípicas. As instituições também deverão adotar práticas mais eficientes de auditoria, gestão de riscos e planos de contingência.
Especialistas destacam que o perfil das fraudes mudou nos últimos anos, deixando de ser pontual e passando a envolver organizações estruturadas, com uso de tecnologia avançada para explorar falhas nos sistemas financeiros. Esse cenário motivou o Banco Central a acelerar o aperto regulatório.
O Pix, criado em 2020, já passou por outras etapas de aprimoramento, como regras mais rígidas para o cadastro de chaves e restrições para contas suspeitas. Com as novas medidas, a expectativa é elevar ainda mais o nível de confiança no sistema, protegendo consumidores e empresas.
O Banco Central reforça que as mudanças são preventivas e fazem parte de um processo contínuo de evolução do Pix, acompanhando a transformação digital do sistema financeiro e os novos desafios de segurança.
